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Olá,
primeiramente gostaria de agradecer a meus visitantes por toda a atenção prestada, o que é um incentivo para continuar blogando. Estou escrevendo para comunicar que mudarei o blog, continuarei escrevendo mas não mais em forma de poema e sim contos. Excepcionalmente poderá haver poesias mas acho que tornarei o blog mais interessante.
Obrigada a todos!
Beijo grande

- Postado por: Renata às 11h09
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Tenho um pouco de sei lá,

Um pouco de céu, um pouco de terra, um pouco de mar,

Um “quê” de menina, um pouco mulher,

Sou filha da rosa, amante da lua,

Criada na rua, pulando muro, amarelinha,

Nunca sozinha, brinquei de bafinho com meu irmão,

Desci lá do morro num papelão,

Era a dona da situação...

Fiz amigos, desses de filme, sessão da tarde,

Fiz besteira de novela mexicana,

Aliás, adorava “Carrossel”!

Desenhava sol no papel,

Pra chuva ir embora, e eu sem demora,

Brincar com os vizinhos,

Cair na piscina ou ir pro Petrô...

E o tempo passou...

As conversas mudaram,

Os olhares também,

Briguei com a minha mãe

Pra ir no Antínoo

E ela me levou, enquanto ia à missa...

Ai, que preguiça! Pensava eu...

Queria dançar, conversar, paquerar,

Hoje penso melhor...

Aquele Deus da igreja,

Olhava por mim!

Me formei, sou “doutora”,

De direitos maculados,

Mas queria ser cantora!

Mas a vida é assim...

Tenho orgulho do que sou,

Vergonha do que ainda não pude ser de bom,

Rezo ainda de mão juntas quando faço uma oração...

Me esforço pra pedir

Por aqueles que não gosto

Porque sei que é o certo...

Mas esse coração burro

Nem sempre me obedece!

Pois é, a gente cresce,

A gente cresce...



- Postado por: Renata às 02h20
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Você meu sol da manhã

lua que resplandece na noite calada, vibra!

Estrela que brilha e cadente se revela

brilho sem fim, de longe me iluminas.

Onde pulsas? Te sinto, me acordas do sonho bom

da noite-música da vida...

Não cesso de querer este teu juízo!

Perdida em meus sonhos e na doçura da alma

nasci viva em ti

e só assim eu sou paixão



- Postado por: Renata às 12h55
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Confesso ser vítima errante

do que chamamos paixão

tola, cega, inconsequente

mas entregue e feliz

a tanto sentimento

E em meio a suspiros

evidente reação dos sonhadores

exponho minha fraqueza

de desejo infante

de amanhecer atônita

de crédula constante...

Consome-me tua imagem

selada em meus sentidos

fluída neste doce mistério

que carrego na alma



- Postado por: Renata às 00h17
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Deparei-me com tanta sombra

cobrando-me um certo decaso comigo mesma

já que não suporto redigir tanta fagulha...

Mas passemos por tantos degraus

de cabeça erguida e à frente

já que nem sempre temos rédea de nosso incerto

Como fazer nascer de rocha

o insaciável néctar do mais

do não sei mais

do nem sei se um dia pôde ser

Mas que fazer senão admitir

que depende de nós adiantar o céu

se de nós parte tanto amor

quanto tanto dissabor

Mas vale esperar

ou esperar de alguém?

Vale saber que o amanhã pode não aparecer

vale sentir como se não houvesse mais

vale querer tanta que dôa a alma

vale saber que a vida é uma só...



- Postado por: Renata às 02h55
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Às vezes me canso, desisto

por ser tão incompreensível

não me atina explicações

Subtraio então estes lapsos

breves interrogações

que não me trazem paz

Aprendi este engano

apesar de trair minha vontade

de maldizer este drama

inconstante mas presente

Que incômodo gritante

que vontade aparente

de cismar em mostrar

mesmo ciente que em vão

desperdiçaria minha ira

Alimento-me do tempo

que traz acalanto ao revés descanso minha calma

aguardando dissipar tanta lassidão



- Postado por: Renata às 02h50
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Queria sentir menos.

queria achar mais fácil escrever o amor que a mágoa

queria entender porque há mais som no que transcreve a dor que a alegria

queria frear meu ímpeto de descarregar minha lágrima em palavras

aliviando este cinza que a ninguém mais convém

Queria ter domínio sobre mim mesma

no mínimo sobre minha inocência desmedida

de me entregar sem mais, de acreditar em todos

de confiar-me sem receio

Queria dosar meus impulsos

ou conformar-me com atitudes que não queria

ou talvez amar menos ou não ter dúvidas

quando me sinto assim desamparada

Culpa minha , exclusiva minha

culpa de quem ainda crê que o correto é ser fiel consigo mesmo

é não trair um sentimento por futilidade

é não enganar ninguém por pena

é não desejar somente quando se espera uma entrega

Sinto tanta coisa agora que nem lembro bem como

passei horas atrás banhada em tanta certeza

escrevendo, te descrevendo, te trazendo

já que me perco quando me vejo situada

Mas se me sinto assim pequena

de certo que trago em palavras meu escape

minhas linhas confidentes que pouco julgam

porque pouco entendem

Assim como eu

quando tento fazê-lo...



- Postado por: Renata às 02h46
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Passo em frente ao passado

tentando vencer a estampa

que me marcou a lembrança

certa da estupidez

Procuro em tela

comparando meus tons

meus pontos, meus lírios

repetindo esta conduta trágica

que tento desprender

Controlo meu anseio

agarrando-me em palavras

suscitando meus valores

revendo meus textos

Não há mais tanta agonia

como outrora ministrei

mas revejo o passado

que viola meu medo

que nem deveria existir

Disfarço em tristes linhas

esta fraqueza somente

já que em mim só há sol

já que em mim só há luz

já que em mim só há céu



- Postado por: Renata às 18h11
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Tantas palavras, explicações, teorias

cada seguimento, pensamento aparado

me perco em tantos sentidos

que não satisfazem este fomento

Se entende, em pouco já não o faço

já que não há um só caminho

princípios alterados, renovados

que só preenchem discussão

Triste desfecho de minha escolha

inocente ignorância de uma idéia

tarde demais para retornar

Aceito, pois, esta oscilação

e no topo desta Babel

restrinjo-me a seguir somente

estas preces indiscutíveis

concretizadas em repetições

sem ao menos concordar

com tanta insignificância



- Postado por: Renata às 18h07
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Queria apenas escrever-te

e de palavras trazer-te sonho

e de pouco trazer-te riso

e dessas linhas trazer-te a mim

E de tanto procurar ater-me

em palavras de pouco tom

perdi-me no frágil termo

de não saber bem como

dizer-te o que tenho de belo...

E em timidez me arrisco

ao resumir-te em papel

um amor imaculado

sem segredo e sem orgulho

que consome alma e espírito

que apenas sente e ama

sem a espera de um mais...



- Postado por: Renata às 03h16
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"Tinha os olhos de menino, o olhar de moço feito

de delírio, de divino, desses de menino moço

Tinha o dom da boa fala, dessas que a gente se cala

e fica sentindo no peiro avontadade de ser a dama

que ele recita em seus versos

Tinha na alma um sorriso sincero e desconcertante,

daqueles que encanta,

maroto e sereno, tão breve e constante

Certa vez esse menino, moço, me chegou tão de repente

mostrando que de menino ele só tinha o jeito maroto

Desses de garoto que faz arte sem saber

Arteiro e encantador, moço, eu, mulher crescida

virei menina-moça nos braços desse poeta

Mas ele não sabe ainda, que essa mulher crescida

só tem mesmo a vontade de ser sua menina

E quando ele vai embora, "ai" que saudade insistente

daquelas de "não demora" que quero ser sua rima

E no mar dos seus poemas

navegar como a aprincesa desses contos de menina

Não sei falar bonito, moço, como esse meu menino

mas não conta nada não...

Não faço poema, nem rima, nem tenho alma de poeta

mas fala pra ele, moço, que se ele quiser eu aprendo

Rimo a estrada dele com a minha,

os sonhos dele com os meus,

e seremos um só poema

esse meu menino e eu"



- Postado por: Renata às 02h29
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"Nem sempre tenho as palavras certas na hora certa

por isso me calo...

Nesse meu mundo complexo de erros, acertos, gavetas, extraio minha rouca lógica

Mas aprendi a ser fiel comigo, a respeitar minha insanidade, a trabalhar minhas vontades

Não quero ser a dona da verdade mas não tolero tanto vazio

não entendo a ingratidão de ser o motivo e não respeitá-lo

de se ter o mundo nas mãos e não preservá-lo

de se ser covarde e não se enfrentar...

Percebi que minha decepção é em mim mesma

em querer acreditar na resposta a minha entrega inconsequente

Abraçou-me o orgulho de não poder considerar a falha,

que mais tem cara de falta...

Falta de "nem eu sei o quê" ou tenho medo de encarar

sob pena de me arrepender

Não sou tão radical, extremo mal dos ignorantes

mas permito-me a imperfeição de não digerir esta mágoa

nem tampouco transformá-la numa terrível indigestão

Não tenho resposta mas irei achá-la

pois deve ela ser clara, serena e que satisfaça ao menos este meu impulso ferido

Devo admitir a surpresa e a falta de tato

que se bem pensado, totalmente previsto ou previsível

mas descartado por achar tudo especial demais"

 

 



- Postado por: Renata às 17h16
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"A primeira vista era saudade

que por ser tão forte machuca e cansa

e chora o pranto de uma criança

tentando esconder a vaidade

Desiste até momento e momento

opina o peito a dor da luta

e a alma cínica não mais escuta

o caminho torpe do sentimento

Hão de ser dias a fio

o véu da tristeza a cobrir-lhe o rosto

e pede severa o fim do desfosto

de um corte maculado em seu brio

Um caminho traçado sem direção

não pede licença ao jovem errante

invade e tormenta a alma amante

craveja a distância no coração

Desritmado e perdido apenas chora

atropela em si mesmo o maior bem

escorrega e escapa o que já não tem

enquanto a angústia afasta-lhe o agora

Silêncio, vazio, desânimo, fim

um verso perfeito que não acha rima

que de tão eterno se perde na cina

de ter como par o oposto de um SIM"

 



- Postado por: Renata às 01h29
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"Portal da alma

desmascara o doce prazer dos sentidos

desejo, uma nudez abstrata

um relato de cúmplice

Nesta expositura lânguida

nada mais íntimo percorreria meus elos

nem a cama que reza tanra insensatez

E de mim consumirias

os mais venais segredos

se soubesses quão me rendo

a entrega de um beijo"

 



- Postado por: Renata às 13h17
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"A boca trêmula, olhar inquieto

e em ti perdi o juízo

por ti calei, amanheci divina, traí a razão

E por que não se de tão querido

transbordei-me em meu peito acanhado jeito

de quem pede atenção

E sem explicação

confiei-me em teus braços

este pedaço de céu

E me encontrei em teu mais

numa vertigem constante da lucidez de quem traz

a alma em suspiro

E neste meu mundo de riscos

de traços e devaneios

nada mais receio

senão tanta paz"

 



- Postado por: Renata às 12h51
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"Logo eu que tão sensata

anulo minha ira infudada

porém nem tão incompreendida

para não nos lançarmos em vaias

agora sofro teu desaponto

que me estapeia a razão

pois poupei-nos das farpas

mas não valeu-me o esforço...

Digiro agora as palavras

tentando processar a falha

que tanto evitei encarar

Expressões mal formuladas

induziram-te ao erro

confundindo-te as intenções

que queria revelar

Peco eu pelo cuidado

pelo egoísmo inocente

que nos tece o amor?

Se em nenhum daqueles momentos

quis dizer-te mais

que quero-te sem medida

temo tua falta

temo dividir-te

não tua terna presença

mas o espaço que me cabe em teu peito"

 



- Postado por: Renata às 13h22
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Apenas escuta-me

Meu coração deseja falar-te...

Tens dentro do peito uma luz que não tem fim

Que cega, ilumina, desperta e vive

Pudera eu alcança-la e dizer-te quão preciosa é

E ser digna de segui-la eternamente

Vives dentro de mim, amor

E tudo que sou, tem você

Mas meu coração deseja falar-te...

Pedir-te perdão pela imperfeição,

Pelos caprichos, pelas falhas...

Ah, amor, toma-me pela mão

Ensina-me ser tão clara

Como esta que exala de ti

Vem ser meu anjo e perdoa...

Meu coração deseja falar-te

Dizer-te que sem ti

Sou resumo de obra pálida

Sem vida, sem som, sem luz...

Tenho ciúme da sombra

Que a luz desenha de ti,

Da cama, do braço, desta hora

De mandar-te um beijo

Meu coração deseja falar-te

Perdoa, se assim puderes

Mas não maldigas o meu amor

Desprezo faz corte fundo,

E não precisas sangrar-me

Pra saber o quanto sou tua,

Que respiro da tua luz,

que necessito de teu calor,

que vivo de amar-te sem mais...

Vem, amor, ouve meu coração

Que quer falar-te apenas

Perdão por não ser o anjo

Que és na minha vida

Mas não desistas de mim,

Dai-me a chance de ser,

Assim como você

LUZ

 



- Postado por: Renata às 04h11
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Este silêncio agressivoque

dilacera meu peito enfermo

esta mudez necessária

de quem precisa rever

Nesta hora incessante

de meios "mas" e "porquês"

me calo em meu próprio suspiro

desfazendo-me em apenas eco

De certo que é neste ato

que poupo-me a dor do agora

adio minha lição

recolho-me à timidez

E em alma de poeta

silencio-me somente

ferindo minha essência

negando meu escape

Mas nada mais conjugo

senão este breve fardo

embaço assim minhas notas

adormeço minha mágoa

 




- Postado por: Renata às 02h22
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"Incompreensível coração

que ora grita e não sossega

entorpecido em tua forma

frágil esboça da entrega

Ora rude e limitado

porém vencido por tua chama

atropela a impaciência

torpe, coração que ama

Nesta insanidade vívida

alojada em minh´alma

disfarço a minha sina

que ora me rende ora me acalma

Peco por esta inconstância

que me traia a certeza

mas nela que me enredo

entrelaçada em pureza

E nada mais me resta

que viver desta loucura

sobrevivendo em teu sopro

achando em vc a cura"

 

 



- Postado por: Renata às 22h54
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"Sempre achei que poderia fazer

a mais bela poesia, de todas a mais sagrada

a mais cálida, a mais desnuda

Que as palavras embriagassem o sóbrio,

despissem a alma e num caminho de rimas

atingissem o êxtase da compreensão

Mas quando em meu frágil ego imaginei a descrição de tão fiel poema

trai-me no vazio de tão poucas palavras

que traduzissem algo que deveria ser simples paixão...

Este calafrio repentino, um delírio vespertino,

um cheiro de belo, de lua, este "sei lá o quê" que me falta,

simples seria se fosse eu um poeta

Mas me limito a discorrer apenas o que sinto

sem me ater a concordâncias, mesmo porque tomei-me de uma loucura terna,

de contos, de literatura e nela baseio meu texto sem jeito, sem preço, sem trova,

mas cheio de toque, de pele, pescoço, caminhos...

Não quero um final marcante, nem mesmo um vago desfecho,

e como em meu falho começo também assim despojarei minha lira,

pois bem me permito dizer que ainda sinto

esse grito no peito, tímido mas satisfeito"

 



- Postado por: Renata às 01h08
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"Nem sei ao menos como começar,

apesar da vontade inquieta de escrever

talvez por nem saber onde foi mesmo que me perdi ou que me achei...

Sem pé nem cabeça, atropelo, tropeço

De repente dia, sem vírgulas ou "mas"

Num momento brisa, em outro chama

Sem licença, tempo ou certeza

Apenas suspiro e vontade...

Não cobro o medo, o erro, breve incômodo

Me permito a sorte de um caminho simples

Que me deixei escolher...

E numa confusão de sentidos

Embriaguei a razão, alimentei a alma e te alcancei...

Não te cito por vaidade ou receio

Ou para poupar-te deste devaneio

Limito-me a demonstrar o "meu"

Buscando em teus traços um seguinte

Uma vontade constante de ser...

É isso que quero somente, um de repente, um após, um amanhã

E assim me convenço

Que quanto mais te busco

Menos me acalmo"



- Postado por: Renata às 00h21
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