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Meu perfil BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Arte e cultura |
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PRÊMIOS RECEBIDOS

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Tenho um pouco de sei lá,
Um pouco de céu, um pouco de terra, um pouco de mar,
Um “quê” de menina, um pouco mulher,
Sou filha da rosa, amante da lua,
Criada na rua, pulando muro, amarelinha,
Nunca sozinha, brinquei de bafinho com meu irmão,
Desci lá do morro num papelão,
Era a dona da situação...
Fiz amigos, desses de filme, sessão da tarde,
Fiz besteira de novela mexicana,
Aliás, adorava “Carrossel”!
Desenhava sol no papel,
Pra chuva ir embora, e eu sem demora,
Brincar com os vizinhos,
Cair na piscina ou ir pro Petrô...
E o tempo passou...
As conversas mudaram,
Os olhares também,
Briguei com a minha mãe
Pra ir no Antínoo
E ela me levou, enquanto ia à missa...
Ai, que preguiça! Pensava eu...
Queria dançar, conversar, paquerar,
Hoje penso melhor...
Aquele Deus da igreja,
Olhava por mim!
Me formei, sou “doutora”,
De direitos maculados,
Mas queria ser cantora!
Mas a vida é assim...
Tenho orgulho do que sou,
Vergonha do que ainda não pude ser de bom,
Rezo ainda de mão juntas quando faço uma oração...
Me esforço pra pedir
Por aqueles que não gosto
Porque sei que é o certo...
Mas esse coração burro
Nem sempre me obedece!
Pois é, a gente cresce,
A gente cresce...
Você meu sol da manhã
lua que resplandece na noite calada, vibra!
Estrela que brilha e cadente se revela
brilho sem fim, de longe me iluminas.
Onde pulsas? Te sinto, me acordas do sonho bom
da noite-música da vida...
Não cesso de querer este teu juízo!
Perdida em meus sonhos e na doçura da alma
nasci viva em ti
e só assim eu sou paixão
Confesso ser vítima errante
do que chamamos paixão
tola, cega, inconsequente
mas entregue e feliz
a tanto sentimento
E em meio a suspiros
evidente reação dos sonhadores
exponho minha fraqueza
de desejo infante
de amanhecer atônita
de crédula constante...
Consome-me tua imagem
selada em meus sentidos
fluída neste doce mistério
que carrego na alma
Deparei-me com tanta sombra
cobrando-me um certo decaso comigo mesma
já que não suporto redigir tanta fagulha...
Mas passemos por tantos degraus
de cabeça erguida e à frente
já que nem sempre temos rédea de nosso incerto
Como fazer nascer de rocha
o insaciável néctar do mais
do não sei mais
do nem sei se um dia pôde ser
Mas que fazer senão admitir
que depende de nós adiantar o céu
se de nós parte tanto amor
quanto tanto dissabor
Mas vale esperar
ou esperar de alguém?
Vale saber que o amanhã pode não aparecer
vale sentir como se não houvesse mais
vale querer tanta que dôa a alma
vale saber que a vida é uma só...
Às vezes me canso, desisto
por ser tão incompreensível
não me atina explicações
Subtraio então estes lapsos
breves interrogações
que não me trazem paz
Aprendi este engano
apesar de trair minha vontade
de maldizer este drama
inconstante mas presente
Que incômodo gritante
que vontade aparente
de cismar em mostrar
mesmo ciente que em vão
desperdiçaria minha ira
Alimento-me do tempo
que traz acalanto ao revés descanso minha calma
aguardando dissipar tanta lassidão
Queria sentir menos.
queria achar mais fácil escrever o amor que a mágoa
queria entender porque há mais som no que transcreve a dor que a alegria
queria frear meu ímpeto de descarregar minha lágrima em palavras
aliviando este cinza que a ninguém mais convém
Queria ter domínio sobre mim mesma
no mínimo sobre minha inocência desmedida
de me entregar sem mais, de acreditar em todos
de confiar-me sem receio
Queria dosar meus impulsos
ou conformar-me com atitudes que não queria
ou talvez amar menos ou não ter dúvidas
quando me sinto assim desamparada
Culpa minha , exclusiva minha
culpa de quem ainda crê que o correto é ser fiel consigo mesmo
é não trair um sentimento por futilidade
é não enganar ninguém por pena
é não desejar somente quando se espera uma entrega
Sinto tanta coisa agora que nem lembro bem como
passei horas atrás banhada em tanta certeza
escrevendo, te descrevendo, te trazendo
já que me perco quando me vejo situada
Mas se me sinto assim pequena
de certo que trago em palavras meu escape
minhas linhas confidentes que pouco julgam
porque pouco entendem
Assim como eu
quando tento fazê-lo...
Passo em frente ao passado
tentando vencer a estampa
que me marcou a lembrança
certa da estupidez
Procuro em tela
comparando meus tons
meus pontos, meus lírios
repetindo esta conduta trágica
que tento desprender
Controlo meu anseio
agarrando-me em palavras
suscitando meus valores
revendo meus textos
Não há mais tanta agonia
como outrora ministrei
mas revejo o passado
que viola meu medo
que nem deveria existir
Disfarço em tristes linhas
esta fraqueza somente
já que em mim só há sol
já que em mim só há luz
já que em mim só há céu
Tantas palavras, explicações, teorias
cada seguimento, pensamento aparado
me perco em tantos sentidos
que não satisfazem este fomento
Se entende, em pouco já não o faço
já que não há um só caminho
princípios alterados, renovados
que só preenchem discussão
Triste desfecho de minha escolha
inocente ignorância de uma idéia
tarde demais para retornar
Aceito, pois, esta oscilação
e no topo desta Babel
restrinjo-me a seguir somente
estas preces indiscutíveis
concretizadas em repetições
sem ao menos concordar
com tanta insignificância
Queria apenas escrever-te
e de palavras trazer-te sonho
e de pouco trazer-te riso
e dessas linhas trazer-te a mim
E de tanto procurar ater-me
em palavras de pouco tom
perdi-me no frágil termo
de não saber bem como
dizer-te o que tenho de belo...
E em timidez me arrisco
ao resumir-te em papel
um amor imaculado
sem segredo e sem orgulho
que consome alma e espírito
que apenas sente e ama
sem a espera de um mais...
"Tinha os olhos de menino, o olhar de moço feito
de delírio, de divino, desses de menino moço
Tinha o dom da boa fala, dessas que a gente se cala
e fica sentindo no peiro avontadade de ser a dama
que ele recita em seus versos
Tinha na alma um sorriso sincero e desconcertante,
daqueles que encanta,
maroto e sereno, tão breve e constante
Certa vez esse menino, moço, me chegou tão de repente
mostrando que de menino ele só tinha o jeito maroto
Desses de garoto que faz arte sem saber
Arteiro e encantador, moço, eu, mulher crescida
virei menina-moça nos braços desse poeta
Mas ele não sabe ainda, que essa mulher crescida
só tem mesmo a vontade de ser sua menina
E quando ele vai embora, "ai" que saudade insistente
daquelas de "não demora" que quero ser sua rima
E no mar dos seus poemas
navegar como a aprincesa desses contos de menina
Não sei falar bonito, moço, como esse meu menino
mas não conta nada não...
Não faço poema, nem rima, nem tenho alma de poeta
mas fala pra ele, moço, que se ele quiser eu aprendo
Rimo a estrada dele com a minha,
os sonhos dele com os meus,
e seremos um só poema
esse meu menino e eu"
"Nem sempre tenho as palavras certas na hora certa
por isso me calo...
Nesse meu mundo complexo de erros, acertos, gavetas, extraio minha rouca lógica
Mas aprendi a ser fiel comigo, a respeitar minha insanidade, a trabalhar minhas vontades
Não quero ser a dona da verdade mas não tolero tanto vazio
não entendo a ingratidão de ser o motivo e não respeitá-lo
de se ter o mundo nas mãos e não preservá-lo
de se ser covarde e não se enfrentar...
Percebi que minha decepção é em mim mesma
em querer acreditar na resposta a minha entrega inconsequente
Abraçou-me o orgulho de não poder considerar a falha,
que mais tem cara de falta...
Falta de "nem eu sei o quê" ou tenho medo de encarar
sob pena de me arrepender
Não sou tão radical, extremo mal dos ignorantes
mas permito-me a imperfeição de não digerir esta mágoa
nem tampouco transformá-la numa terrível indigestão
Não tenho resposta mas irei achá-la
pois deve ela ser clara, serena e que satisfaça ao menos este meu impulso ferido
Devo admitir a surpresa e a falta de tato
que se bem pensado, totalmente previsto ou previsível
mas descartado por achar tudo especial demais"
"A primeira vista era saudade
que por ser tão forte machuca e cansa
e chora o pranto de uma criança
tentando esconder a vaidade
Desiste até momento e momento
opina o peito a dor da luta
e a alma cínica não mais escuta
o caminho torpe do sentimento
Hão de ser dias a fio
o véu da tristeza a cobrir-lhe o rosto
e pede severa o fim do desfosto
de um corte maculado em seu brio
Um caminho traçado sem direção
não pede licença ao jovem errante
invade e tormenta a alma amante
craveja a distância no coração
Desritmado e perdido apenas chora
atropela em si mesmo o maior bem
escorrega e escapa o que já não tem
enquanto a angústia afasta-lhe o agora
Silêncio, vazio, desânimo, fim
um verso perfeito que não acha rima
que de tão eterno se perde na cina
de ter como par o oposto de um SIM"
"Portal da alma
desmascara o doce prazer dos sentidos
desejo, uma nudez abstrata
um relato de cúmplice
Nesta expositura lânguida
nada mais íntimo percorreria meus elos
nem a cama que reza tanra insensatez
E de mim consumirias
os mais venais segredos
se soubesses quão me rendo
a entrega de um beijo"
"A boca trêmula, olhar inquieto
e em ti perdi o juízo
por ti calei, amanheci divina, traí a razão
E por que não se de tão querido
transbordei-me em meu peito acanhado jeito
de quem pede atenção
E sem explicação
confiei-me em teus braços
este pedaço de céu
E me encontrei em teu mais
numa vertigem constante da lucidez de quem traz
a alma em suspiro
E neste meu mundo de riscos
de traços e devaneios
nada mais receio
senão tanta paz"
"Logo eu que tão sensata
anulo minha ira infudada
porém nem tão incompreendida
para não nos lançarmos em vaias
agora sofro teu desaponto
que me estapeia a razão
pois poupei-nos das farpas
mas não valeu-me o esforço...
Digiro agora as palavras
tentando processar a falha
que tanto evitei encarar
Expressões mal formuladas
induziram-te ao erro
confundindo-te as intenções
que queria revelar
Peco eu pelo cuidado
pelo egoísmo inocente
que nos tece o amor?
Se em nenhum daqueles momentos
quis dizer-te mais
que quero-te sem medida
temo tua falta
temo dividir-te
não tua terna presença
mas o espaço que me cabe em teu peito"
Apenas escuta-me
Meu coração deseja falar-te...
Tens dentro do peito uma luz que não tem fim
Que cega, ilumina, desperta e vive
Pudera eu alcança-la e dizer-te quão preciosa é
E ser digna de segui-la eternamente
Vives dentro de mim, amor
E tudo que sou, tem você
Mas meu coração deseja falar-te...
Pedir-te perdão pela imperfeição,
Pelos caprichos, pelas falhas...
Ah, amor, toma-me pela mão
Ensina-me ser tão clara
Como esta que exala de ti
Vem ser meu anjo e perdoa...
Meu coração deseja falar-te
Dizer-te que sem ti
Sou resumo de obra pálida
Sem vida, sem som, sem luz...
Tenho ciúme da sombra
Que a luz desenha de ti,
Da cama, do braço, desta hora
De mandar-te um beijo
Meu coração deseja falar-te
Perdoa, se assim puderes
Mas não maldigas o meu amor
Desprezo faz corte fundo,
E não precisas sangrar-me
Pra saber o quanto sou tua,
Que respiro da tua luz,
que necessito de teu calor,
que vivo de amar-te sem mais...
Vem, amor, ouve meu coração
Que quer falar-te apenas
Perdão por não ser o anjo
Que és na minha vida
Mas não desistas de mim,
Dai-me a chance de ser,
Assim como você
LUZ
Este silêncio agressivoque
dilacera meu peito enfermo
esta mudez necessária
de quem precisa rever
Nesta hora incessante
de meios "mas" e "porquês"
me calo em meu próprio suspiro
desfazendo-me em apenas eco
De certo que é neste ato
que poupo-me a dor do agora
adio minha lição
recolho-me à timidez
E em alma de poeta
silencio-me somente
ferindo minha essência
negando meu escape
Mas nada mais conjugo
senão este breve fardo
embaço assim minhas notas
adormeço minha mágoa
"Incompreensível coração
que ora grita e não sossega
entorpecido em tua forma
frágil esboça da entrega
Ora rude e limitado
porém vencido por tua chama
atropela a impaciência
torpe, coração que ama
Nesta insanidade vívida
alojada em minh´alma
disfarço a minha sina
que ora me rende ora me acalma
Peco por esta inconstância
que me traia a certeza
mas nela que me enredo
entrelaçada em pureza
E nada mais me resta
que viver desta loucura
sobrevivendo em teu sopro
achando em vc a cura"
"Sempre achei que poderia fazer
a mais bela poesia, de todas a mais sagrada
a mais cálida, a mais desnuda
Que as palavras embriagassem o sóbrio,
despissem a alma e num caminho de rimas
atingissem o êxtase da compreensão
Mas quando em meu frágil ego imaginei a descrição de tão fiel poema
trai-me no vazio de tão poucas palavras
que traduzissem algo que deveria ser simples paixão...
Este calafrio repentino, um delírio vespertino,
um cheiro de belo, de lua, este "sei lá o quê" que me falta,
simples seria se fosse eu um poeta
Mas me limito a discorrer apenas o que sinto
sem me ater a concordâncias, mesmo porque tomei-me de uma loucura terna,
de contos, de literatura e nela baseio meu texto sem jeito, sem preço, sem trova,
mas cheio de toque, de pele, pescoço, caminhos...
Não quero um final marcante, nem mesmo um vago desfecho,
e como em meu falho começo também assim despojarei minha lira,
pois bem me permito dizer que ainda sinto
esse grito no peito, tímido mas satisfeito"
"Nem sei ao menos como começar,
apesar da vontade inquieta de escrever
talvez por nem saber onde foi mesmo que me perdi ou que me achei...
Sem pé nem cabeça, atropelo, tropeço
De repente dia, sem vírgulas ou "mas"
Num momento brisa, em outro chama
Sem licença, tempo ou certeza
Apenas suspiro e vontade...
Não cobro o medo, o erro, breve incômodo
Me permito a sorte de um caminho simples
Que me deixei escolher...
E numa confusão de sentidos
Embriaguei a razão, alimentei a alma e te alcancei...
Não te cito por vaidade ou receio
Ou para poupar-te deste devaneio
Limito-me a demonstrar o "meu"
Buscando em teus traços um seguinte
Uma vontade constante de ser...
É isso que quero somente, um de repente, um após, um amanhã
E assim me convenço
Que quanto mais te busco
Menos me acalmo"